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Os erros mais comuns que os brasileiros cometem ao falar inglês

  • 30 de abr. de 2016
  • 4 min de leitura

Quais seriam, afinal de contas, as maiores gafes dos brasileiros ao falarem inglês?

Ao se tratar do português, é comum que professores que já ensinaram estrangeiros falem sobre a dificuldade da pronunciação do ‘’ão’’ por parte deles. Ao contrário, também acontecem alguns problemas dessa natureza, como por exemplo:

As palavras que levam “th”, como thing (coisa), thick (grosso), to think (pensar) ,to thank (agradecer), entre outras.

"Se você diz por exemplo 'I'm going to thank her' (Vou agradecê-la) e pronuncia com som de 'T', vira tank (afundar), e a pessoa pode entender que você 'irá afundá-la', o que pode ser até ofensivo", afirma Bianca Garcia, da Espiral Consultoria Linguística.

A confusão com palavras de grafia ou pronúncia parecidas também ocorrem, como em:

To hear (ouvir) e here (aqui);

Ear (orelha) e year (ano);

Beard (barba), bird (pássaro)

Bear (urso) e beer (cerveja),

Sheet (lençol) e shit (chulo para cocô, porcaria),

Beat (batida, batimento) e bit (pouco),

Beach (praia) e bitch (chulo: vadia);

Sheep (ovelha) e ship (navio);

World (mundo) e word (palavra), entre outras

Além disso, outro erro comum é o uso dos falsos cognatos, (em inglês “false friends”), da maneira traiçoeira que o próprio nome já indica.

False friends são palavras que trazem uma sensação de semelhança entre as duas línguas, mas que possuem significados totalmente diferentes do esperado.

Exemplos:

O verbo “to pretend”, que lembra “pretender”, mas que significa fingir;. Pretender, em inglês, seria “to intend”.

Actually, que não significa atualmente, e sim, “na verdade”. Atualmente, em inglês, seria currently ou nowadays .

Push, que não significa puxar, e sim, empurrar. Puxar, em inglês, seria pull.

Confident, que não significa confidente, e sim, confiante. Confidente, em inglês, seria confidant.

Lunch, que não significa lanche, e sim, almoço; Lanche, em inglês, seria snack.

Sensible, que não significa sensível, e sim, sensato. Sensível, em inglês, seria sensitive.

Cigar, que não significa cigarro, e sim, charuto. Cigarro, em inglês, seria cigarette

Novel, que não significa novela, e sim, livro de romance. Novela, em inglês, seria soap opera.

Brave, que não significa bravo, zangado , e sim, corajoso. Zangado, em inglês, seria mad

Parents, que não significa parentes, e sim, pai e mãe. Parentes, em inglês, seria relatives.

Fate, que não significa fato, e sim, destino. Fato, em inglês, seria fact.

Exquisite, que não significa esquisito, e sim, belo ou refinado. Esquisito, em inglês, seria weird, strange.

Legend, que não significa legenda, e sim, lenda. Legenda, em inglês, seria subtitle.

To support, que não significa suportar, e sim, apoiar. Suportar, em inglês, seria to stand.

Outra gafe recorrente é formular frases interrogativas no passado, e esquecer de trazer à forma infinitiva sem (to) o verbo principal, colocando-o erroneamente também no passado, como por exemplo em:

Did you saw Mariana at school yesterday?

A forma correta seria:

Did you see Mariana at school yesterday?

E pra essa pergunta, as respostas poderiam ser:

Yes, I saw her at school yesterday ou simplesmente - yes, I did, ou

No, I didn't see her at school yesterday, ou simplesmente – no, I didn't.

Confusões de "make" e "do" também acontecem bastante:

Embora ambas as formas se traduzam no verbo fazer, não se pode usá-las de acordo com a preferência. Há uma leve diferenciação de significados, que as vezes, não funciona 100%, e se torna confusa se aplicada em alguns casos. De acordo com o site Brasil Escola e a revista Exame (online), o verbo to make seria usado toda vez que se pretendesse dizer que alguém construiu, criou ou fabricou alguma coisa. Já o verbo to do, seria usado toda vez que se pretendesse dizer que alguém está envolvido em alguma atividade, no sentido de estar fazendo-a ou executando-a. No entanto, os sites também garantem a falta de funcionalidade dessas regras, como já citado anteriormente.

As expressões já se associam a uma das duas formas naturalmente. Então, por vezes, torna-se mais fácil se forem, de fato, memorizadas:

Abaixo, alguns exemplos:

Do your best, do the dishes, do an exame, do exercises, do someone a favor, do your hair, do the nails, do the shopping etc..

E make arrangements, make someone believe, make a change, make a comment, make a decision, make a difference, make an effort, make friends, make a joke, make the bed, make money, etc.

Tentativas de passar frases de um idioma ao outro de forma literal também são apontadas como um problema recorrente.

Exemplo disso é o uso do verbo to have, no lugar de "there is" e "there are", ou ainda no lugar do verbo to be, como em:

"He has 30 years old" ou "It has only one potato in the refrigerator", quando na verdade, deveria ser:

He is 30 years olds - ou - there is only one potato in the refrigerator.

Outro exemplo é com o uso de pronomes possessivos. Imagine que se pretende dizer que uma moça organizou o próprio quarto. Então, seria:

She organized her bedroom.

No entanto, o erro consiste quando a frase "ela organizou o seu quarto" é traduzida literalmente, porque no português, essa sentença poderia se referir à organização do próprio quarto da moça ou do quarto de uma outro pessoa. Já em inglês, se for dito "she organized your bedroom", à referência é unicamente a uma terceira pessoa, com quem se fala.

Referências bibliográficas:

http://cursodeingles.uol.com.br/artigos/dicas/as-gafes-que-os-brasileiros-cometem-ao-falar-ingles/#rmcl

http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/ingles/false-friends.htm

http://www.englishtown.com.br/blog/false-friends-falsos-cognatos-em-ingles-parece-mas-nao-e/

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/02/160226_erros_portugues_rb

http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/quando-usar-make-ou-do-em-ingles

http://brasilescola.uol.com.br/ingles/make-ou-do.htm

http://www.e-konomista.com.br/d/erros-ao-falar-ingles/


 
 
 

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